É comum encontrar corredores que acreditam que todos os treinos precisam ser intensos para gerar evolução. No entanto, essa ideia está longe de representar a melhor estratégia para melhorar o desempenho.
O treinamento esportivo é baseado em diferentes estímulos fisiológicos. Existem dias destinados ao desenvolvimento da resistência, outros voltados para velocidade, recuperação ou fortalecimento cardiovascular. Quando todas as sessões são realizadas em alta intensidade, o organismo pode não conseguir se recuperar adequadamente.
O resultado pode ser queda no rendimento, aumento do risco de lesões, fadiga persistente e dificuldade para alcançar novos objetivos.
Conhecer as zonas individuais de treinamento é uma das formas mais eficientes de organizar essa rotina. O teste cardiopulmonar permite identificar essas zonas com precisão, mostrando em quais frequências cardíacas o corredor deve realizar cada tipo de treino.
Esse planejamento torna os treinos mais inteligentes, favorecendo adaptações fisiológicas importantes sem sobrecarregar o organismo.
Na prática, evoluir na corrida não depende apenas da quantidade de quilômetros percorridos, mas da qualidade do treinamento realizado. Respeitar os limites do próprio corpo e utilizar dados objetivos para orientar a preparação é um dos caminhos mais seguros para alcançar melhores resultados.




