Check Up Cardiológico

Treinar mais forte nem sempre significa treinar melhor

É comum encontrar corredores que acreditam que todos os treinos precisam ser intensos para gerar evolução. No entanto, essa ideia está longe de representar a…

Treinar mais forte nem sempre significa treinar melhor

É comum encontrar corredores que acreditam que todos os treinos precisam ser intensos para gerar evolução. No entanto, essa ideia está longe de representar a melhor estratégia para melhorar o desempenho.

O treinamento esportivo é baseado em diferentes estímulos fisiológicos. Existem dias destinados ao desenvolvimento da resistência, outros voltados para velocidade, recuperação ou fortalecimento cardiovascular. Quando todas as sessões são realizadas em alta intensidade, o organismo pode não conseguir se recuperar adequadamente.

O resultado pode ser queda no rendimento, aumento do risco de lesões, fadiga persistente e dificuldade para alcançar novos objetivos.

Conhecer as zonas individuais de treinamento é uma das formas mais eficientes de organizar essa rotina. O teste cardiopulmonar permite identificar essas zonas com precisão, mostrando em quais frequências cardíacas o corredor deve realizar cada tipo de treino.

Esse planejamento torna os treinos mais inteligentes, favorecendo adaptações fisiológicas importantes sem sobrecarregar o organismo.

Na prática, evoluir na corrida não depende apenas da quantidade de quilômetros percorridos, mas da qualidade do treinamento realizado. Respeitar os limites do próprio corpo e utilizar dados objetivos para orientar a preparação é um dos caminhos mais seguros para alcançar melhores resultados.

Dr. Esdras Canfield Prado
Sobre o autor

Dr. Esdras Canfield Prado

Cardiologista (SBC · RQE 18.588) e clínico geral (SBCM · RQE 14.057), CRM 19200/PR. Diretor técnico da Clínica Pulsares, em Toledo, e membro do Departamento de Imagem Cardiovascular da SBC.

Conteúdo informativo, não substitui a consulta. Em caso de dor no peito, falta de ar ou desmaio, ligue 192.