Como é calculado
- Área da VSVE = π × (diâmetro ÷ 2)²
- Área valvar aórtica = área da VSVE × VTI da VSVE ÷ VTI aórtico
- Índice adimensional (DVI) = VTI da VSVE ÷ VTI aórtico
- Gradiente máximo (Bernoulli simplificado) = 4 × V²
Interpretação
| Estenose aórtica | AVA (cm²) | AVA indexada | Vmáx (m/s) | DVI |
|---|---|---|---|---|
| Leve | > 1,5 | > 0,85 | 2,6 a 2,9 | > 0,50 |
| Moderada | 1,0 a 1,5 | 0,60 a 0,85 | 3,0 a 3,9 | 0,25 a 0,50 |
| Importante | < 1,0 | < 0,6 | ≥ 4,0 | < 0,25 |
Dicas para o cardiologista
- O diâmetro da VSVE é a maior fonte de erro (é elevado ao quadrado): meça em mesossístole, no zoom do paraesternal longo, de borda interna a borda interna, junto ao anel.
- Posicione a amostra do Doppler pulsado na VSVE logo antes da aceleração do fluxo (0,5 a 1 cm do anel) e busque a maior velocidade aórtica em várias janelas (apical, paraesternal direita, supraesternal).
- Discordância entre AVA < 1,0 cm² e gradiente médio < 40 mmHg: verifique erros de medida e avalie baixo fluxo (volume sistólico indexado < 35 mL/m²), eco com dobutamina ou escore de cálcio valvar.
- O DVI não depende do diâmetro da VSVE: é a checagem mais robusta quando a medida da via de saída é duvidosa.
Fontes e referências
Ferramenta de apoio à decisão para profissionais de saúde. Não substitui o julgamento clínico nem a leitura da diretriz completa. Nenhum dado digitado é enviado ou armazenado.