Como é calculado
Soma de pontos por sexo (tabelas de D'Agostino, adotadas pela SBC): idade, colesterol total, HDL-c, pressão sistólica (tabelas diferentes para tratada e não tratada), tabagismo e diabetes. A soma é convertida no risco em 10 anos pela tabela de risco do mesmo sexo.
Estratificação (SBC 2017): baixo < 5% (ambos os sexos); intermediário 5 a 10% nas mulheres e 5 a 20% nos homens; alto > 10% nas mulheres e > 20% nos homens.
Interpretação
| Risco | Meta de LDL-c | Meta de não-HDL-c |
|---|---|---|
| Baixo | < 130 mg/dL | < 160 mg/dL |
| Intermediário | < 100 mg/dL | < 130 mg/dL |
| Alto | < 70 mg/dL | < 100 mg/dL |
| Muito alto (aterosclerose significativa) | < 50 mg/dL | < 80 mg/dL |
Dicas para o cardiologista
- Não use o ERG em quem já tem doença aterosclerótica significativa (coronária, cerebrovascular ou periférica, com ou sem eventos): esses pacientes já são de muito alto risco.
- Pela SBC, diabéticos com estratificadores de risco, doença renal crônica, LDL-c ≥ 190 mg/dL e aterosclerose subclínica são classificados como alto risco sem precisar do escore.
- No risco intermediário, fatores agravantes (história familiar de DAC precoce, síndrome metabólica, microalbuminúria, hipertrofia de VE, PCR-us > 2 mg/L, escore de cálcio > 100 ou placa carotídea) reclassificam para alto risco.
- Em pacientes com estatina, a SBC orienta usar o colesterol total corrigido (multiplicar por 1,43) para não subestimar o risco.
- As metas de LDL-c são revistas a cada atualização da diretriz: confira sempre a versão vigente da SBC.
Fontes e referências
Ferramenta de apoio à decisão para profissionais de saúde. Não substitui o julgamento clínico nem a leitura da diretriz completa. Nenhum dado digitado é enviado ou armazenado.